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Vasco Cordeiro defende reforço da cooperação europeia para colocar potencial do Mar ao serviço das regiões

O Presidente do Governo dos Açores defendeu hoje um reforço da cooperação entre as cerca de 150 regiões que integram a Conferência das Regiões Periféricas Marítimas (CRPM) e as instituições europeias, para que seja possível colocar o potencial da Política Marítima Europeia ao serviço das regiões e das suas populações.

“O nosso maior desafio prende-se com a forma como esse potencial deverá ser posto ao serviço das nossas regiões e das nossas populações, nomeadamente através do reforço do nosso trabalho e da troca de conhecimento e de boas práticas em áreas como a biotecnologia azul, investigação marinha e marítima, indústria naval, emprego e formação, turismo marítimo e costeiro e pesca”, afirmou Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo discursava após ter sido eleito, esta quinta-feira, na cidade sueca de Umea, Presidente da CRPM, uma organização de cooperação inter-regional que integra regiões de 28 Estados Europeus, agregando cerca de 200 milhões de cidadãos europeus.

A CRPM tem por missão a defesa dos interesses dos seus membros junto de instituições nacionais e europeias, através da promoção da coesão territorial e do poder regional na Europa, bem como do reforço da dimensão periférica e marítima da União.

Na sua primeira intervenção como Presidente da CRPM, Vasco Cordeiro salientou ser este o momento para a organização reforçar a sua atitude proativa, tendo em conta a segunda fase de desenvolvimento da Política Marítima Integrada.

Nesse sentido, preconizou que a CRPM deverá usar a sua rede de regiões-membro, assim como o seu conhecimento e experiência, para demonstrar, a um nível europeu mais amplo, as possibilidades do chamado ‘crescimento azul’ e o potencial de desenvolvimento de atividades relacionadas com o mar, sem descurar a componente ambiental da sua implementação.

“O território marítimo das regiões-membro da CRPM tem um enorme potencial de crescimento e desenvolvimento que beneficiará a Europa, proporcionando vantagens únicas que resultam de sua natureza marítima e periférica, a sua diversidade e a sua relevância política e institucional”, disse.

De acordo com Vasco Cordeiro, o chamado ‘crescimento azul’ representa, assim, uma prioridade para a CRPM, no âmbito de estratégia que está intimamente ligada à inovação, pesquisa, desenvolvimento de novas tecnologias e produtos comercializáveis, aproveitando os recursos biológicos, minerais e energéticos do mar.

No que respeita à Política de Coesão, e tendo em conta que se aproxima o período de implementação dos Acordos de Parceria e Programas Operacionais, Vasco Cordeiro defendeu que a CRPM deve prestar especial atenção aos desafios que se colocam às regiões no período 2014-2020, protegendo os seus interesses e esclarecendo questões relevantes junto da Comissão Europeia com o intuito de preparar, no devido tempo, o próximo período de negociações.

“Nesta matéria, torna-se importante sublinhar o nosso compromisso com o desenvolvimento harmonioso da Europa, que respeite as diferentes realidades das nossas regiões e proporcione resultados concretos para os nossos cidadãos, especialmente para os mais jovens”, preconizou o Presidente do Governo, para quem a criação de emprego exige respostas concretas e eficazes.

“Se nós, enquanto líderes, falharmos para com esta geração, estaremos a falhar no cumprimento do objetivo de assegurar a esperança e o desenvolvimento enquanto eixos fundamentais na construção deste projeto comum”, afirmou.

Nesse sentido, Vasco Cordeiro destacou que este é também o momento para a CRPM dar prioridade a uma ação que privilegie os princípios da solidariedade, da coesão e da territorialidade, os quais têm sido prejudicados nos últimos anos, e que continue a servir como defensora desses princípios em Bruxelas.

“Esta dimensão territorial também está claramente associada ao trabalho a ser realizado no domínio das acessibilidades, a fim de se criar uma rede de transportes não-discriminatória e integrada na Europa, uma rede que deve servir regiões periféricas e marítimas”, salientou Vasco Cordeiro.

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