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Nos Açores há sinais positivos na economia e de confiança no futuro

O Vice-Presidente do Governo dos Açores apontou hoje seis sinais positivos da inversão da tendência que estava a sentir-se na economia, o primeiro dos quais é o de que “a nova liderança do Banco Central Europeu projeta para os próximos tempos uma nova política, que permitirá que o euro tenha um efeito multiplicador sobre o financiamento do sistema bancário europeu”.

Sérgio Ávila considerou que isso “permitirá a alavancagem dos países europeus”, o que considerou ser “extremamente importante, porque uma das principais razões para a retração económica dos últimos anos foi a incapacidade de as instituições europeias criarem um sistema financeiro competitivo que alavancasse a economia”.

“Esta nova política do Banco Central Europeu, que no passado foi uma das principais razões para a retração económica em Portugal e na Europa, é, neste momento, uma oportunidade segura para o desenvolvimento económico no espaço europeu e, particularmente, em Portugal”, acrescentou Sérgio Ávila, que falava, em Angra do Heroísmo, na abertura do seminário A Competitividade e o Crescimento da Economia Açoriana – Oportunidades no Quadro do Horizonte 2020.

No nosso país, onde, na opinião do Vice-Presidente, a banca foi também “uma das causas de retração ao consumo e de diminuição da atividade económica”, começa a sentir-se, “de forma já bastante consistente”, uma alteração “substancial” dessa situação.

Por essa razão, frisou que “a partir de agora, o sistema bancário português será, sem dúvida, um aliado para o crescimento e o desenvolvimento, porque tem as condições estruturais para o fazer”.

Sérgio Ávila considerou, por outro lado, que “estará concluído o ajustamento orçamental” que teve de ser feito em Portugal e que provocou significativa retração do consumo interno.

Na opinião do Vice-Presidente do Governo, as perspetivas são agora de “uma retoma consistente e progressiva do consumo interno, o que permitirá também a alavancagem da economia” e o retorno de expetativas positivas de investidores e de consumidores.

Sérgio Ávila referiu que o facto de todo o cenário de retração económica se ter desenvolvido entre a fase final de um quadro comunitário e o início de outro veio agravar os seus efeitos, mas agora, com o quadro até 2020 e com a injeção de recursos, “devemos ter confiança no futuro”.

Nos Açores, salientou que há já “indicadores concretos, não só estatísticos, de que se sente um efeito positivo do ponto de vista de perspetiva de atividade económica, quer na componente do investimento, quer, principalmente, na componente de desenvolvimento futuro”, referindo como exemplo o investimento externo, o qual, após uma retração muito significativa, regista sinais de retoma, em especial em setores com maior potencialidade.
GaCS/VPECE

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