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As crianças são o grupo etário em maior risco de pobreza em Portugal

Pobreza Infantil
Desde 2008, as crianças são o grupo etário em maior risco de pobreza em Portugal.
As transferências sociais reduzem significativamente o número de crianças em risco de pobreza – de
33% para 22% do total de crianças – no entanto, esta percentagem é ainda muito elevada em termos
internacionais.
Com o início da crise, aumentou o fosso entre famílias com e sem crianças, estando as primeiras
em maior risco de pobreza. O risco de pobreza é mais elevado nas famílias numerosas (41%), nas
famílias monoparentais (31%) e nas pessoas desempregadas (38%).
Estão em grave risco de pobreza as famílias monoparentais em que a mãe/o pai está
desempregado (90%) e os casais com crianças em que os dois membros (53%) ou um membro
do casal (34%) estão desempregados.
Entre Outubro de 2010 e Junho de 2013, o número de casais desempregados inscritos nos
centros de emprego subiu de 1.530 para 12.065 (+688%). A taxa de emprego de adultos com crianças a seu cargo é significativamente mais baixa nos adultos com baixos níveis de escolaridade (73%) do que nos adultos com níveis de escolaridade elevada (88%).
Privação material
A variação do consumo das famílias mantém-se em terreno negativo desde 2010 (-3,8% entre 2010 e 2012). Os cortes têm atingido sobretudo o consumo de bens duradouros e bens não- alimentares e serviços.
Em 2012, cerca de um quarto das crianças em Portugal (24%) vivia em agregados com privação material – famílias que revelam dificuldades relativamente a pelo menos três dos nove indicadores utilizados a nível europeu para medir a privação1.
Uma em cada 10 crianças vive em agregados com um nível de privação severa (quatro ou mais itens de privação material). A taxa de privação material infantil atingiu o valor máximo de 27,5% em 2010 – ano em que foram adoptadas as primeiras medidas de austeridade em Portugal. Segundo os dados disponíveis, este valor tem vindo a decrescer desde 2010, não deixando, no entanto, de ser o mais elevado comparativamente a outros grupos etários.
As crianças de famílias com baixos níveis de rendimento são as mais afectadas (com cerca de 25% dos agregados no primeiro quintil de rendimentos em situação de privação severa).

http://www.unicef.pt/as-criancas-e-a-crise-em-portugal/files/Sumario_Executivo-As-criancas-crise-Portugal.pdf

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