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Vasco Cordeiro leva situação das Lajes ao Primeiro-Ministro e entrega Plano de Revitalização Económica da Terceira

O Presidente do Governo entregou hoje ao Primeiro-Ministro o Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira, elaborado pelo Executivo Açoriano nos últimos dois anos para minimizar o efeito da redução do contingente militar e civil dos EUA na Base das Lajes.

O documento, composto por cerca de 34 eixos e 170 medidas, foi entregue por Vasco Cordeiro a Pedro Passos Coelho na audiência que decorreu em Lisboa e que tinha sido solicitada, com caráter de urgência, a 08 de janeiro, quando foi conhecida a decisão norte-americana de reduzir a sua presença naquela base da ilha Terceira.

No final do encontro, o Presidente do Governo adiantou que comunicou ao Primeiro-Ministro, de viva voz, os impactos que a redução terá na ilha Terceira, sendo previsível uma perda de cerca de 1.900 postos de trabalhos diretos e indiretos, uma redução do PIB da Terceira superior a seis por cento e um aumento de cerca de 55 por cento da taxa de desemprego da ilha.

“Este encontro permitiu que desse conta do nosso entendimento de que um acordo celebrado em benefício de todo o país não pode transformar-se, no que tem a ver com os seus custos, na responsabilidade apenas de uma parte do país”, neste caso os Açores, afirmou Vasco Cordeiro.

O Presidente do Governo, depois de salientar que se reconhece aos EUA a legitimidade para a definição do seu dispositivo militar, frisou que, quando isso é feito fora do território norte-americano, devem existir cuidados que, neste caso, não se verificam até ao momento.

Esses cuidados são, desde logo, a responsabilidade que impende sobre os EUA de ajudar a lidar com o impacto económico e social desta decisão, salientou Vasco Cordeiro, reafirmando que, perante isso, esta é uma má decisão, na sua substância, e hostil, no seu procedimento, por ter sido tomada unilateralmente sem ter conta os esforços do Estado português.

Em declarações aos jornalistas, Vasco Cordeiro afirmou, ainda, que coloca as “maiores esperanças” quanto à forma firme e determinada como Portugal, no âmbito da reunião da Comissão Bilateral Permanente prevista para 11 de fevereiro, abordará este assunto.

“Manifesto esperança porque é a primeira reunião da Comissão Bilateral Permanente após o anúncio da decisão. Manifesto esperança porque é nesse âmbito que deve, com firmeza, veemência e de forma determinada, ser manifestado aquilo que Portugal pensa sobre essa questão”, frisou o Presidente do Governo dos Açores.
GaCS/PC

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