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Vítor Fraga afirma que setor da construção vive “um novo tempo” impulsionado pelo investimento público e confiança da iniciativa privada

O Secretário Regional do Turismo e Transportes afirmou hoje, nas Velas, que o setor da construção civil nos Açores está a “viver um novo tempo”, que é impulsionado pelo investimento público previsto na Carta Regional de Obras Públicas, mas também pela confiança demonstrada pela iniciativa privada.

Vítor Fraga recordou que “os últimos anos foram de ajustamento no setor da construção, um setor fortemente condicionado, por um lado, ao nível do investimento público porque não se pode voltar a fazer aquilo que já foi feito e, por outro, pelas restrições ao nível do financiamento bancário que condicionaram e muito a iniciativa privada”, destacando o papel desempenhado ao longo deste período pelo Governo dos Açores para garantir a sustentabilidade do setor.

Nesse sentido, salientou a realização de reformas legislativas, mas também o lançamento do Catálogo de Materiais Endógenos e Transformados na Região e da Carta Regional de Obras Públicas.

Para Vítor Fraga, a CROP “assume-se como um instrumento fundamental de planeamento estratégico das empresas da fileira da construção, quer ao nível do seu dimensionamento e da sua definição de políticas de alianças, quer ao nível de previsibilidade de investimento”, frisando que a revisão recentemente apresenta assume o horizonte de 2020, refletindo a disponibilidade financeira, bem como os novos critérios de elegibilidade do novo Quadro Comunitário de Apoio”.

“O Governo dos Açores assumiu o compromisso de proceder à sua revisão anual, logo a seguir à aprovação do Plano e Orçamento de cada ano para a Região, com o objetivo muito claro de fornecer a todas as empresas do setor uma informação mais rigorosa, mais robusta, mais fiável, para que elas possam desenvolver a sua atividade de uma forma mais consistente”, afirmou.

Vítor Fraga falava na apresentação do projeto de reabilitação da Estrada Regional 1-2.ª, entre o Aeroporto de S. Jorge e a Ribeira do Almeida, uma intervenção que se desenvolve ao longo de três quilómetros e envolve um investimento de cerca de 1,4 milhões de euros.

O Secretário Regional salientou que “esta é uma obra inserida na melhoria dos circuitos logísticos nas nove ilhas dos Açores”, acrescentando que permitirá melhorar a segurança e a comodidade dos que a utilizam.

Até ao final deste ano, segundo Vítor Fraga, serão também lançados na ilha de S. Jorge os procedimentos relativos à intervenção e reabilitação de um troço de estrada no ramal de acesso à Fajã do Ouvidor e de um troço de estrada entre o Alto das Manadas e os Biscoitos, bem como à reabilitação do muro de suporte e pavimento no troço Aveiro/Ribeira Seca e na Estrada Regional 1-2.ª, no Norte Grande, num investimento nos circuitos logísticos desta lha que ultrapassa 2,6 milhões de euros.
GaCS/FR

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