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Isabel Rodrigues afirma que estudo do INE sobre Desenvolvimento Regional não atende à dispersão geográfica dos Açores e da Madeira

A Secretária Regional Adjunta da Presidência para os Assuntos Parlamentares considerou hoje, na Horta, que o estudo publicado esta semana pelo INE, denominado Índice Sintético de Desenvolvimento Regional, “não atende à dispersão geográfica dos arquipélagos dos Açores e da Madeira”.

Isabel Rodrigues, que falava na Assembleia Legislativa, frisou que este estudo toma por base 65 indicadores, “todos com a mesma ponderação”.

O estudo, segundo Isabel Rodrigues, considera que tem a mesma importância para avaliar o desenvolvimento de uma região o nível de produção e de rendimento (PIB per capita) e de emprego, como tem indicadores com importância muito menor ou insuficiente, como “a proporção de casamentos celebrados entre indivíduos de nacionalidade portuguesa e nacionalidade estrangeira” ou a “proporção de população residente em áreas urbanas com 10 mil ou mais habitantes”.

“Não se trata de um relatório cuja ponderação de critérios permita tirar as conclusões que se tiram”, frisou Isabel Rodrigues, salientando que são usados critérios que não podem ser aplicados às ilhas e, por isso, surgem indicadores onde as Regiões Autónomas têm valores reduzidos, o que faz com que, na componente ‘Coesão’, a Madeira e os Açores ocupem os últimos lugares, comparativamente com as regiões do continente porque, tendo em conta a sua descontinuidade geográfica, não cumprem esses critérios.

A Secretária Regional, que intervinha durante o debate de uma declaração política do PSD Açores, lembrou ao maior partido da oposição que era esperada “alguma seriedade e algum sentido critico quando recorre a um instrumento desta natureza”.

“Contudo, não me surpreende, porque o PSD, se tiver de escolher entre defender os Açores ou atacar o Governo, escolhe atacar o Governo e deixar os Açores para trás. É isso que os senhores fazem”, acrescentou.

Isabel Rodrigues referiu-se ainda ao manifesto subscrito esta semana pela Câmara do Comércio e Indústria dos Açores, Associação Agrícola de S. Miguel e UGT Açores, manifestando satisfação porque o documento “vai, em grande parte do seu teor, ao encontro daquilo que tem sido a estratégia do Governo”.

Nesse sentido, a Secretária Regional reiterou que o Governo dos Açores “tem trabalhado no sentido de criar condições para aumentar a competitividade das empresas, para o fomento da base de exportação e para a valorização dos produtos endógenos”.
GaCS/SF

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