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Trabalho do Governo da República sobre as Lajes baseia-se no trabalho dos Açores

O Presidente do Governo afirmou que o trabalho apresentado hoje pelo Governo da República para minimizar a redução do contingente norte-americano na Base das Lajes baseia-se no trabalho dos Açores, contemplado no Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira (PREIT).

“Fico satisfeito, sobretudo, porque o trabalho que o Governo dos Açores apresentou atempadamente teve uma consideração efetiva, no sentido de ter sido analisado e de merecer atenção por parte do grupo de trabalho” interministerial constituído por decisão do Primeiro-Ministro, afirmou Vasco Cordeiro em declarações aos jornalistas no final da reunião que manteve, em Lisboa, com Pedro Passos Coelho sobre esta matéria.

Vasco Cordeiro salientou que agora segue-se, por parte do Executivo Açoriano, um “trabalho aturado de análise pormenorizada do que foi apresentado” neste encontro, nomeadamente na forma como as matérias apresentadas se podem articular e dar resposta às solicitações que estão previstas no Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira (PREIT).

O Presidente do Governo recordou que a decisão da Administração dos EUA de reduzir a sua presença na Base das Lajes resulta “numa situação extraordinária que deve merecer uma resposta extraordinária, na sua configuração e nos seus meios”, adiantando que hoje foi “dado mais um passo neste trabalho”, que interessa que tenha desenvolvimentos concretos e práticos.

Vasco Cordeiro reiterou, por outro lado, que, no âmbito da relação entre os dois Estados, a Administração dos EUA não pode “alhear-se da necessidade de ajudar a mitigar os efeitos dessa redução muito significativa da presença dos militares e das suas famílias na ilha Terceira”.

“Em 2012, quando os EUA comunicaram a decisão da redução nas Lajes, estavam presentes na ilha Terceira cerca de 1.400 militares. Hoje, estão à volta de 700. Isso não tem a ver, apenas, com a questão do destacamento, mas também com o consumo de bens e serviços na ilha Terceira”, sublinhou.

O Presidente do Governo considerou ainda que “um aspeto fundamental tem a ver com o impacto ambiental que a decisão norte-americana carrega” e que, no PREIT e agora confirmado pelo grupo de trabalho criado pelo Governo da República, se estima que possa alcançar um montante próximo dos 1.050 milhões de euros.

“Este é um aspeto fundamental neste processo, relativamente ao qual nós entendemos que os EUA não podem estar isentos de uma atuação concreta no sentido de evitar que essa pressão ambiental, que deriva da sua presença militar na ilha Terceira, possa resultar em dano ambiental efetivo”, salientou Vasco Cordeiro.
GaCS/PC

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