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Governo desencadeia estratégia para escoamento dos produtos láteos açorianos no exterior

O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente revelou ontem, em Lisboa, que o Governo determinou uma estratégia de promoção e valorização do leite e dos laticínios dos Açores no exterior da Região tendo em vista potenciar o seu escoamento e que está a ser implementada em parceria com a Sociedade para o Desenvolvimento Empresarial dos Açores – SDEA, elegendo mercados como os do Médio Oriente e Canadá.

Nesse sentido, Luís Neto Viveiros reuniu ontem com o Embaixador do Canadá em Portugal, Jeffrey Marder, destacando, após o encontro, que a “proximidade [existente] com a nossa Região” pode e deve representar uma vantagem competitiva face à abertura daquele mercado, no decorrer do próximo ano.

“A recente aprovação do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Canadá” vai permitir exportar mais e mais facilmente produtos láteos para o Canadá, frisou Neto Viveiros.

Realçando que “os primeiros que aproveitarem esse circuito serão aqueles mais bem-sucedidos”, o titular da pasta da Agricultura anunciou que o Governo Regional está a “desencadear contatos junto de empresários” canadianos com o objetivo de promover uma missão empresarial, ainda este ano, ao arquipélago, “evidenciando as características do leite e dos produtos lácteos dos Açores.”

Neto Viveiros assegurou ainda que no âmbito desta estratégia de promoção e valorização que será breve e oportunamente apresentada aos parceiros, agentes do setor e também publicamente, o Governo dos Açores vai “atuar em diferentes frentes”.

Sem descurar o mercado nacional, afirmou, o Executivo açoriano pretende concorrer “para a internacionalização” do leite e dos laticínios regionais, dando sustentabilidade, por via do escoamento de produtos, à produção, às empresas e à economia da Região.

O governante frisou ainda que paralelamente ao investimento público que tem sido canalizado para infraestruturas de apoio à agricultura, reduzindo custos de exploração, e para a modernização das explorações e da agro-indústria, tornando-as mais competitivas, assim como à revindicação de medidas excecionais de Bruxelas, esta ação do Governo dos Açores visa, de forma proactiva, contribuir para a estabilização e futura retoma dos preços pagos pelo leite aos produtores, no atual cenário europeu de crise no setor.
GaCS/OG

Está criado um consenso importante sobre a estratégia de desenvolvimento dos Açores, afirma Sérgio Ávila

O Vice-Presidente do Governo Regional considera estar criado “um consenso bastante importante” sobre o Programa Operacional dos Açores que será financiado pelos fundos comunitários FEDER e FSE no período 2014-2020.

À saída de uma reunião do Conselho Regional de Concertação Estratégica, que integra membros do Governo e representantes dos parceiros sociais da região, Sérgio Ávila sublinhou a consonância acerca do “documento estratégico que irá nortear o desenvolvimento da região”, permitindo concretizar, até 2020, os objetivos traçados.

Segundo revelou, o Governo dos Açores pretende que “o nível de produção e de rendimento se situe entre os 80 e os 84 por cento da média da União Europeia a 28 países.”

Também são considerados essenciais os objetivos de “duplicar o investimento em investigação e desenvolvimento, assegurar que 30 por cento da população entre os 30 e os 34 anos tenha como habilitação mínima o ensino superior, conseguir que entre 45 e 53 por cento da produção de energia elétrica seja com fontes renováveis, reduzir para metade a taxa de abandono escolar precoce e situar a taxa de emprego entre a população dos 20 aos 64 anos num nível superior a 70 por cento.”

“Estes objetivos visam criar um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo”, afirmou Sérgio Ávila, para quem a estratégia do Governo dos Açores “concilia, por isso mesmo, os fundos de investimento no âmbito do FEDER, que são infraestruturas, com os investimentos no âmbito do capital humano, que é o Fundo Social Europeu.”

A intenção última é assegurar a concretização de três eixos considerados vitais e que o Vice-Presidente do Governo dos Açores enumerou: “uma especialização inteligente, assente numa base económica de exportação dinâmica, uma sustentabilidade territorial da paisagem e de uma vivência dinâmica e uma sociedade inclusiva, mais igualitária e com maiores oportunidades de realização.”

Sérgio Ávila reiterou que “essa estratégia visa conciliar os fundos que apostam nas pessoas, no desenvolvimento das suas qualificações, na melhoria da sua empregabilidade, no reforço da capacidade de a própria sociedade incluir quem, neste momento, está excluído, com uma grande dinâmica da atividade económica.”

O governante lembrou, a propósito, que “em termos práticos 50 por cento dos fundos afetos ao FEDER serão destinados ao desenvolvimento das empresas, à investigação e às áreas ligadas á competitividade empresarial.”

Sérgio Ávila frisou ainda haver “um crescimento muito significativo, superior a 60 por cento”, das dotações no âmbito do Fundo Social Europeu ligadas aos programas de emprego, de apoio social e da área da educação.

“Isso revela bem as prioridades que mereceram o consenso e o apoio da generalidade dos parceiros sociais”, afirmou o Vice-Presidente do Governo.

GaCS/CT

Intervenção sobre a Estratégia da RAA para o Mar dos Açores

Europa tem de adoptar estratégia para incentivar o crescimento das Regiões, defende Vasco Cordeiro

O candidato do PS/Açores à Presidência do Governo Regional defendeu, esta quarta-feira, que a Europa deve deixar a “política assistencialista” de apoio às regiões ultraperiféricas e adoptar uma estratégia de incentivo ao crescimento que promova a criação de emprego e a geração de riqueza nestas regiões.
“A Europa necessita de passar de uma política assistencialista às suas regiões ultraperiféricas, baseada apenas na consideração das suas debilidades estruturais, para uma política de incentivo ao crescimento, apostando em áreas em que o potencial dessas regiões ainda não está plenamente realizado”, afirmou Vasco Cordeiro.
O deputado socialista falava no plenário que está a decorrer na cidade da Horta numa declaração política para assinalar o Dia da Europa, que hoje se comemora.
Segundo Vasco Cordeiro, a plena assunção da mais-valia e do potencial que essas regiões apresentam para a Europa obriga a que esse entendimento se traduza numa aposta inequívoca ao nível do financiamento comunitário nas áreas da economia das regiões que possam conduzir à criação de emprego e a geração de riqueza.
“No caso dos Açores, essa visão do que deve ser a política europeia leva-nos, de imediato, para um assunto de importância primeira na nossa economia, e, em especial, no nosso sector agro-pecuário”, salientou Vasco Cordeiro, para quem a produção de leite e o sector dos lacticínios apresentam-se “como uma das áreas em que a intervenção comunitária pode condicionar, de forma decisiva, a economia de uma região”.
De acordo com candidato do PS/Açores, os efeitos do desmantelamento do regime das quotas leiteiras não devem ser analisados apenas na perspectiva da política sectorial em que se inserem, já que se trata de uma decisão que pode afectar de forma profunda um dos principais sectores da economia regional.
Por essa razão, a atenção comunitária que deve ser dada a este assunto, na perspectiva do desmantelamento ou da compensação pelos efeitos daí decorrentes, deve ser reforçada e traduzida, caso se siga por aí, em medidas concretas de compensação aos nossos produtores, defendeu Vasco Cordeiro.
Perante os deputados açorianos, o deputado do PS/Açores defendeu que os Açores devem se posicionar na Europa, não apenas como um mero recebedor de ajudas financeiras, mas como um sujeito activo na construção de soluções globais que, como foi o caso da Política Marítima Europeia e não só, acabam por ter um impacto directo na Região.
Segundo disse, a Política Comum de Pescas e, embora em parte, a Política Marítima Europeia, são insuficientes para responder a uma realidade que, como bem o demonstra a situação recente do esforço de pesca do goraz, não se pode bastar com um regime de quotas fixado em Bruxelas.
“Essa área exige, para ser bem sucedida, a adopção de acções e de medidas tomadas a nível regional, que monitorizem e garantam, no interesse de toda a Europa, que aquilo que se apregoa em Bruxelas sobre a gestão sustentável dos recursos marinhos, tem efectividade prática no meio do Atlântico”, preconizou Vasco Cordeiro, para quem é incompreensível o posicionamento da Comissão e do Conselho Europeus face à Zona Económica Exclusiva dos Açores e, em concreto, à ambicionada reposição nas 200 milhas da limitação de acesso às águas açorianas por parte de frotas comunitárias.
De acordo com o parlamentar socialista, esta batalha, também de importância fundamental para os pescadores açorianos, não se alicerça num interesse económico regional, mas sim na certeza, derivada da prática e da história, que a Região é mais capaz de garantir o bom resultado que a União diz querer se lhe forem dados meios e instrumentos para isso.

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