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Açores asseguram poupança de 12 milhões de euros em encargos financeiros

O Vice-Presidente do Governo dos Açores anunciou hoje que a Região conseguiu obter “novas condições de financiamento” que vão assegurar uma “poupança de 12 milhões de euros”.

“Esta renegociação permitiu reduzir as taxas de juro dos financiamentos existentes para um valor substancialmente mais baixo, inclusivamente daquilo que a República está a conseguir obter”, afirmou Sérgio Ávila.

O governante revelou que a taxa fixa obtida pelo Governo dos Açores foi de 1,85 por cento, realçando que se trata de uma taxa “bastante abaixo do padrão médio do país para financiamentos a 10 anos, que está nos 2,4 por cento”.

Sérgio Ávila salientou que a poupança de 12 milhões de euros agora alcançada tem também a vantagem adicional de tornar a Região “imune a riscos de liquidez nos mercados a médio prazo”, permitindo ainda “suavizar de forma significativa” o perfil de reembolso dos financiamentos e, com isso, “criar um adicional de estabilidade nas finanças regionais”.

“Este processo, que agora concluímos com enorme sucesso, demonstra, mais uma vez, a credibilidade dos Açores nos mercados financeiros internacionais, na medida em que conseguimos não só anular qualquer risco de liquidez, como também uma poupança muito significativa, na ordem dos 12 milhões de euros, e assegurar valores de taxas de juro significativamente abaixo daqueles que a República tem conseguido obter”, afirmou o Vice-Presidente do Governo.

Sérgio Ávila enfatizou “o trabalho profundo, efetuado ao longo dos últimos meses”, para a conclusão deste processo de reestruturação, no valor de 147,5 milhões de euros, o qual cria condições para “uma sustentabilidade reforçada das finanças públicas regionais”.
GaCS/CT

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Redução do consumo supera redução do rendimento disponível das famílias determinando aumento da taxa de poupança – 2.º Trimestre de 2012 28 de setembro de 2012

No ano terminado no 2º trimestre de 2012, a necessidade de financiamento da economia, em percentagem do PIB, diminuiu para 2,0% (4,2% no ano acabado no trimestre anterior). Esta diminuição refletiu melhorias nos saldos de todos os setores institucionais.
No caso das famílias é de destacar, além do aumento da capacidade de financiamento, o aumento da poupança corrente apesar da redução do rendimento disponível. Efetivamente, refletindo uma redução do consumo mais acentuada que a do rendimento disponível, a taxa de poupança das famílias aumentou para 10,9%, mais 0,2 pontos percentuais (p.p.) que o observado no ano acabado no 1º trimestre.
As sociedades não financeiras diminuíram a sua necessidade de financiamento em 0,3 p.p., para 4% do PIB, refletindo em larga medida a contração do investimento e a redução de custos correntes, nomeadamente com remunerações pagas. As sociedades financeiras registaram uma capacidade de financiamento de 0,5% do PIB, tendo este saldo melhorado 0,9 p.p. face ao trimestre anterior.
A necessidade de financiamento das Administrações Públicas também diminui devido a uma redução mais intensa das despesas públicas que a redução das receitas. No 1º semestre de 2012 a necessidade de financiamento situou-se em 6,8% do PIB contra 8,2% em idêntico período de 2011.
Os custos de trabalho por unidade produzida na economia acentuaram a sua redução em consequência sobretudo da diminuição da remuneração média por trabalhador que foi particularmente expressiva no setor das Administrações Públicas

Governo mantém aposta na poupança da iluminação pública nas estradas regionais

O Secretário Regional do Ambiente e do Mar revelou hoje, em Ponta Delgada, que o Governo pretende reduzir em 40 por cento a iluminação pública nas estradas regionais, dando continuidade a um processo de poupança que já ultrapassou, nesta altura, os 35 por cento.

Em declarações aos jornalistas, após uma reunião com a Direção Regional da Energia, Álamo Meneses afirmou que em matéria de redução da iluminação, “os desligamentos em determinadas zonas devem ser executados de forma inteligente”, tendo em conta cada uma das zonas onde se pretende minorar os espaços com iluminação pública.

De acordo com o governante, existem zonas urbanas onde se cruzam travessas e canadas que derivam para as estradas regionais, onde as redes de iluminação pública são mistas. Nestes casos, tem sido feita uma coordenação com as autarquias, no sentido de efetivar uma redução racional da iluminação.

Em zonas citadinas, onde existe um maior aglomerado de habitantes, a responsabilidade pela iluminação das ruas é municipal, ou seja o Governo não tem competência nem autoridade para dar ordens aos municípios nesta matéria, sustentou Álamo Meneses, adiantando que cada autarquia faz a sua gestão da iluminação pública, com os cortes e gestão de horários de iluminação que entender adequados.

O Secretário Regional do Ambiente e do Mar disse também que, em relação à segurança nas ruas, existem determinadas zonas que merecem uma maior atenção, relevando, por isso, que nos espaços não habitados, onde não circulam pessoas com grande frequência e onde a iluminação é redundante, a diminuição da luz pode ser feita de forma significativa, ao invés das zonas onde a presença de transeuntes é constante e considerável.

Álamo Meneses adiantou que “todos os desligamentos efetuados pelo Governo têm sido feitos caso a caso e que não se adota uma política de desligar por desligar. O que se fez foi analisar cada um dos pontos de luz e tomaram-se decisões de redução com base em três aspetos: diminuir a iluminação em zonas não habitadas, em zonas com pouca densidade populacional e nas zonas densamente povoadas não se procedeu a nenhuma redução de iluminação pública”, sublinhou o responsável.

No que respeita ao trânsito automóvel, Álamo Meneses frisou, ainda, que as vias fora da cidade nunca tiveram iluminação e o que se tem privilegiado é a manutenção de um nível adequado de iluminação nos cruzamentos e entroncamentos que têm maior tráfego automóvel, de forma a garantir a segurança de quem utiliza essas rodovias.

GaCS/BP

Medicamentos em unidose vão permitir grande poupança

O Secretário Regional da Saúde visitou hoje a farmácia do hospital de Ponta Delgada, assinalando a entrada em funcionamento do serviço de venda de medicamentos em dose unitária.

Em declarações prestadas na ocasião, Miguel Correia disse que “esta medida vai permitir uma poupança significativa para os utentes” uma vez que estes levam apenas os medicamentos que necessitam para o tratamento em causa.

Em muitos casos existem unicamente embalagens grandes do medicamento prescrito, quando a pessoa necessita só de dez ou vinte comprimidos. Prova disso é que todos temos em casa várias embalagens de medicamentos que não foram utilizados na totalidade.

“Desta forma, as pessoas pagam menos porque só levam a dose que necessita e a Região, por sua vez, também, não está a comparticipar medicamentos que depois vão para o lixo”, observou Miguel Correia.

Quanto ao impacto que esta medida possa ter no mercado, o Secretário da Saúde, lembrou que esse ponto foi já debatido na Assembleia Legislativa Regional quando apreciou o diploma que define esta matéria. Sublinhou que a unidose foi fixada nos Açores também para as farmácias de oficina e tudo indica que terão todo o interesse em aderir a esta medida, por exemplo, no atendimento de doentes crónicos criando embalagens com a medicação para cada dia.

A dispensa de medicamentos em unidose está disponível, agora, na farmácia do hospital de Ponta Delgada apenas para os doentes que recorrem à urgência, em Março a medida será largada aos doentes que vão à consulta externa ou que tenham alta hospital.

No hospital de Angra do Heroísmo a unidose estará disponível a partir de 1 de Fevereiro.

De acordo com a legislação aprovada, os centros de saúde também poderão vir a disponibilizar medicamentos em dose unitária. A decisão será tomada em função da avaliação feita no final do corrente ano.

Na ocasião, a diretora dos serviços farmacêuticos explicou os procedimentos definidos na preparação da unidose que garante total segurança. De resto, o hospital de Ponta Delgada tem já uma vasta experiência uma vez que disponibiliza medicamentos em dose unitária, desde 1988, para os doentes internados, a mais de 300 camas de 16 serviços do hospital.

GaCS/RC

GOVERNO DESPERDIÇA DEZENAS DE MILHÕES DE EUROS DE POUPANÇA EM CENTROS HOSPITALARES

O PS, pela voz do deputado António Serrano, acusou hoje o Governo de desperdiçar várias dezenas de milhões de euros e a oportunidade de reduzir o número de cargos dirigentes.

Em causa está a não nomeação dos conselhos de administração dos centros hospitalares que impossibilita a tomada de decisões que “permitiriam uma poupança de várias dezenas de milhões de euros através da aplicação de cortes que são solicitados pelo Estado e que constam do memorando da Troika” bem como uma “poupança efectiva de 84 para 30 dirigentes da administração pública”.

Em conferência de Imprensa na Assembleia da República, o deputado do PS considera “incompreensível não se atacar de imediato uma situação que estava preparada pelo anterior Governo – e que não foi concluída por se tratar de nomeação de dirigentes numa fase em que o executivo já estava em gestão”.

António Serrano exemplifica com o Centro Hospitalar de Coimbra, que tem um Orçamento de 500 milhões de euros, é o maior do país e o facto de não funcionar na lógica que presidiu à reestruturação do parque hospitalar representa, só neste caso, uma ausência de poupança de 30 milhões de euros.

O deputado adiantou que esta questão constará de um requerimento dirigido ao Governo, solicitando o esclarecimento sobre quando pensa concretizar as nomeações.

Poupança de 1,3 milhões de euros em análises clínicas no Serviço Regional de Saúde

Os laboratórios privados de análises clínicas que trabalham na Região Autónoma dos Açores aderiram à nova convenção com o Serviço Regional de Saúde.

A portaria publicada no dia 29 de Julho revoga a anterior convenção datada de 1987 e lista oito laboratórios que passam a prestar serviços nesta área, todos eles transitados da anterior convenção.

A convenção que entra em vigor define, no entanto, valores considerados mais ajustados relativamente aos estabelecidos na anterior, tendo em conta a evolução dos meios tecnológicos e a evolução de preços no todo nacional.

As análises clínicas feitas nos laboratórios privados representam um encargo anual na ordem dos 10 milhões de euros para o Serviço Regional de Saúde, prevendo-se que a aplicação da tabela de preços agora definida se traduzirá numa poupança que pode chegar aos 1,3 milhões de euros.

Esta alteração refere-se unicamente aos preços a pagar pelo Serviço Regional de Saúde aos laboratórios, não representando qualquer alteração para os cidadãos, que apenas terão de pagar a taxa moderadora, cujo valor estava já anteriormente definido.

Os utentes continuam, do mesmo modo, a ter liberdade de escolha do laboratório privado em que pretendam realizar as análises, desde que esgotada a capacidade dos laboratórios dos hospitais e centros de saúde.

GACS/RC

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