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Futuro do turismo nos Açores assenta em cinco prioridades

O Secretário Regional do Turismo e Transportes apresentou hoje, nas Lajes das Flores, as cinco prioridades definidas pelo Governo dos Açores para o setor do turismo, que cada vez mais se assume como um dos pilares de desenvolvimento económico e social da Região.

Na cerimónia de apresentação da ‘Grande Rota das Flores’, um percurso pedestre de 40 quilómetros que permite aos utilizadores conhecer a riqueza paisagística e patrimonial da ilha, no que é um exemplo da materialização da aposta do Executivo açoriano no turismo de natureza ativa, Vítor Fraga salientou a importância de continuar a tirar partido das particularidades naturais e paisagísticas do arquipélago, numa perspetiva de sustentabilidade que eleve qualitativamente os Açores como destino turístico.

“Nesse sentido, o Governo dos Açores definiu cinco prioridades que deverão guiar a organização dos produtos turísticos e a tomada de decisão ao nível da abordagem aos mercados, da alocação dos recursos e das escolhas dos canais de distribuição mais adequados”, frisou.

“Como primeira prioridade, desenvolver a atratividade do destino, desenvolver a oferta numa lógica de complementaridade entre ilhas, com produtos alinhados de acordo com os mercados alvo”, afirmou o titular da pasta do Turismo.

A segunda prioridade passa por qualificar a oferta em parceria com os operadores locais, ao nível das infraestruturas atuais e a desenvolver, sensibilizar a população para o turismo, capacitar os recursos humanos e, de forma transversal, criar e implementar o conceito de serviço dos Açores.

A centralização do esforço de marketing será a terceira prioridade, tendo em vista a “captação de mercados de alto valor, ambientalmente conscientes, que desejem circular por várias ilhas, que viajem para os Açores na época baixa, que gastem no destino, que consumam muitas atividades e que tenham tendência para repetir a visita”, acrescentou Vítor Fraga.

A quarta prioridade passa pelo desenvolvimento de parcerias com os vários intervenientes no setor, nomeadamente operadores turísticos, empresários, aeroportos, companhias aéreas e marítimas, no sentido de se maximizarem os esforços de marketing, para que se obtenham os melhores resultados para o destino.

“Como quinta prioridade, trabalhar com os canais de distribuição adequados para que os mercados-alvo sejam devidamente alcançados, sendo que as cinco prioridades serão materializadas no plano estratégico e de marketing da Região para o período 2015-20”, acrescentou Vítor Fraga.

Ainda no âmbito da definição de prioridades, o Secretário Regional salientou o processo de revisão do Plano de Ordenamento do Turismo da Região Autónoma dos Açores (POTRAA), dando assim cumprimento ao que está previsto no Programa do Governo.

“Para além da necessidade de melhorar a abordagem ao desenvolvimento dos produtos turísticos, a revisão do POTRAA vai assegurar uma melhor estruturação da oferta turística em matéria de produtos de maior relevância, assumindo-se, por esta via, como instrumento fundamental para enfrentar os desafios atuais do turismo açoriano”, afirmou.

Vítor Fraga frisou ainda que o POTRAA deverá incluir um novo conceito de desenvolvimento sustentável nos Açores, que “considere uma visão abrangente, englobando os setores económicos e conexos do turismo, que identifique a capacidade ideal de carga turística e os recursos âncora estratégicos, complementares de cada ilha, para o turismo e a sua conservação em serviços de apoio”.

Como exemplo das especificidades de cada ilha que podem permitir diferentes potenciais para atividades turísticas, Vítor Fraga destacou, no caso das Flores, o seu caráter diferenciador, “com especial apetência para atividades em contato com a natureza, como o canyoning, o mergulho, o birdwatching e o pedestrianismo”.

“É uma das ilhas que mais contribui para a valorização dos Açores como destino do turismo de natureza”, frisou.

No caso particular dos trilhos, como o que hoje foi apresentado, Vítor Fraga destacou que estes circuitos foram uma das grandes apostas e hoje são um produto bem consolidado na Região, existindo atualmente 80 trilhos homologados e distribuídos por todas as ilhas, que correspondem a uma extensão superior a 716 quilómetros.

“Atualmente, os trilhos pedestres são um cartaz turístico da Região, procurado por muitos dos turistas que nos visitam”, salientou o Secretário Regional, acrescentando que “os dados mais recentes indicam que mais de 50% dos turistas que nos visitam utilizam os nossos trilhos”.
GaCS/SRTT/HB

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Carlos César: alterar prioridades faz parte de uma forma inteligente de governar

O Presidente do Governo dos Açores disse hoje que “faz parte de uma forma competente e inteligente de governar alterar opções e adaptarmo-nos às circunstâncias e a cada momento.”

Carlos César, acrescentando que “nem sempre – e muito menos em tempo de crises económicas e financeiras súbitas – é possível manter o calendário da execução de compromissos assumidos, ou, até, confirmar a sua prioridade, afirmou que tem dito isso muitas vezes “não para desculpabilizar uma circunstância ou outra em que não tenhamos sido capazes de fazer o que pretendíamos, mas sobretudo para chamar a atenção para a razão pela qual temos feito coisas que não tínhamos previsto fazer.”

Falando na cerimónia de apresentação do projeto de requalificação do acesso rodoviário à vila da Calheta – numa extensão de 3,7 km e com um investimento de 950 mil euros – o Presidente do Governo frisou que, embora a situação atual obrigue ao reequacionar de prioridades, foi possível manter o compromisso de efetuar aquela obra que assegura melhores acessibilidades num dos mais movimentados troços da ilha de S. Jorge.

Aliás, Carlos César lembrou que, desde que entrou para o Governo, foram requalificados mais de mil quilómetros de estradas em todas as ilhas da região, investimento que foi feito “não por luxo, mas por necessidade”, e que, em qualquer caso, “não impediu outros investimentos com maior influência no nosso desempenho económico e social.”

Dando alguns exemplos, só da ilha de S. Jorge, referiu a reestruturação do sector industrial queijeiro, a recuperação da conserveira de Santa Catarina, a intervenção de salvaguarda na Escola Profissional de S. Jorge, a obra de ampliação e requalificação do aeroporto da ilha – no valor de mais de 25 milhões de euros –, as melhorias das estruturas portuárias, a construção de infraestruturas na área do apoio social, os muitos quilómetros de caminhos agrícolas, a modernização das explorações, as obras no sector do Ambiente e, entre outras, a projetada construção, em breve, da Escola Básica e Secundária das Velas.

“Sabemos, portanto, que introduzimos grandes melhorias nesta ilha, que esse é um processo de continuidade e que deve ser aprofundado e mantido e que fizemos uma grande mudança para melhor”, sustentou Carlos César.

GaCS/CT

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